quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A NOVA CRUZADA NO BRASIL

Aqui vai mais um motivo por eu não ter orgulho de ser Brasileiro. Permita-me te fazer uma pergunta: Você acredita mesmo que o nosso país é Laico? Não, não é... O Brasil é uma vergonha, no Artigo 19º da Constituição Federal, diz que o Brasil é um País Laico. Isso mostra que só está no papel. Um País Laico é aquele cuja religião não interfere na República. Então que palhaçada é essa no Congresso Brasileiro? Um Congresso onde tem uma bancada religiosa... Desculpem-me; mas eu gosto de chamar essa bancada de, Bancada Fanática; apesar de respeitar as religiões, mas quando elas me respeitam. E essa bancada não respeita ninguém... Ora, se é um País Laico, então; porque vemos crucifixos pendurados em Escolas Públicas, em Fóruns judiciais, entre outros lugares públicos? Então, eu pergunto se podem colocar o símbolo que representam o Cristianismo; então um Juiz Judeu poderia substituir o Crucifixo por um Menorah? Um Juiz Candomblecista poderia substituir o Crucifixo por um Oxalá? Um Juiz muçulmano poderia substituir por um Shahada? Mas como é que se diz ser um país Laico, porque uma segmentação, uma denominação religiosa tem o privilégio? A laicidade do Brasil encontra-se citada na Constituição Federal de 1988 que diz claramente: “Art. 19 É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas subvencioná-los, embarcar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou com seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público; II - recusar fé aos documentos públicos; III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si." (Fonte: http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/anotada/2375280/art-19-da-constituicao-federal-de-88) Então como é que vem um novo governo Brasileiro e coloca uma uma alteração totalmente Religiosa e moralista que me causou vergonha, um pais não cumprindo suas proprias leis, se uma pessoa vai de contra a lei, ela tem que pagar por isso, e no caso do País indo contra uma lei? A Constituição é o conjunto de leis que regulam os direitos, deveres e garantias dos cidadãos em relação ao Estado e a organização política de um país. Mas não parece. Pois abaixo temos um exemplo. LEI Nº 12.590, DE 9 DE JANEIRO DE 2012. Altera a Lei no 8.313, de 23 de dezembro de 1991 – Lei Rouanet – para reconhecer a música gospel e os eventos a ela relacionados como manifestação cultural. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o A Lei no 8.313, de 23 de dezembro de 1991, que restabelece princípios da Lei no 7.505, de 2 de julho de 1986, institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC) e dá outras providências, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 31-A: “Art. 31-A. Para os efeitos desta Lei, ficam reconhecidos como manifestação cultural a música gospel e os eventos a ela relacionados, exceto aqueles promovidos por igrejas.” Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 9 de janeiro de 2012; 191o da Independência e 124o da República. DILMA ROUSSEFF Vitor Paulo Ortiz Bittencourt (fonte: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2012/lei-12590-9-janeiro-2012-612255-publicacaooriginal-134907-pl.html) & (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12590.htm) Caro leitor como é que pode? Cada um tem a escolha de sua religião, mas onde esta o Respeito? A música Gospel é reconhecida como manifestação cultural, e seus eventos relacionados, mas diz que exceto aqueles promovidos por Igrejas, oh Gosh! Toda manifestação Gospel é promovido por Igrejas Gospel! A música Golspel então é subsidiada (esta sendo subvencionada), e no Artigo 19-I É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios isso, incluindo subsidiar (subvencionar). Então quer dizer que, Judeus, Católicos, Mormons, Umbandistas, Candomblecistas, Budistas e etc... Patrocinamos nosso dinheiro (dos impostos) a música de uma denominação religiosa, que embora respeitemos, e cremos ou não. Pelo que eu vejo e que entendo é que isso vai de encontro com o artigo 19º da Constituição Federal. Infringindo uma Constituição. Então isso é só no papel, e ninguém cumpriu. Por esse e outros motivos (que postarei) me envergonho do nosso país! As pessoas naõ sabem votar e não sabem escolher bons politicos e os que entram não sao o que pensamos ser... ______________________________________________________________________________ André Valeriano Almeida Guedes Pedagogo Consultor Pedagógico da Organização Não Governamental GTP+/PE Coordenador Geral da Organização Não Governamental ATOS DE CIDADANIA – Educador do Ciclo de Aprendizagem da Casa da Mulher do Nordeste ____________________________________________________________________________________ Estamos postando esse texto do Pedagogo Andre V. A. Guedes, por considera-lo um educador defenitivamente compromotido com as questões sociais da formação na Educação no Brasil, em principio, e depois também por perceber que o seu comprometimento profissional lhe impõe ouvir e olhar as mudanças sociais como realidades fundantes das novoas ideologias norteadoras da gestão de outras formas de interpretação da cultura política vigente em todas as instâncias onde a mesma se instaura. O que o Andre está pontuando no seu texto postado aqui é que no passado viveu-se um periódo histórico das Cruzadas da igreja que de 1096 a 1270 enviou as expedições na intensão de recuperar Jerusalém, que estava sob o domínio dos turcos, e também fazer a reunificação dos cristãos, dividido pelo "Cisma do Orienteque". Expedções aquelas que ficaram sendo conhecidas como "As Cruzadas". Como relata a história antiga o mundo cristão se achava dividido, pois havia discordância entre os dogmas da igreja romana e os católicos do Oriente, fundadores da igreja ortodoxa. O André usa a expressão As Novas Cruzadas, partindo da interpretação de que como no passado houve diversas querelas envolvendo as diferenças dos dogmas religiosos, e também de outras questões referentes a moral social, a moral sexual e tantas outras, que envolviam a vida humana e também o senso comum, essa história se repete agora se configurando também em um certo tipo de Cruzada, pois se no passado o Estado composto pelas elites financeiras em conjunto com a religião, hoje as coisas também são similares. e então, temos um Estado Brasileiro que se diz Laico, mas que deixa o trânsito livre para a religião cristã, em seus fundamnetos diferenciados se manifestar, atuando com preconceito, discriminação junto as populações. Sendo essa abordagem bastante instigante, estamos postando-a aqui, para enriquecer nosso blog com essa discussão que consideramos significativa. Miriam Fialho

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

BELISSÍMO POEMA

"Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar — sozinho, à noite — Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu’inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá." (Gonçalves Dias)
A Canção do exílio é um POEMA de Gonçalves Dias que abre o livro contos literário e marca a obra do autor como um dos mais conhecidos poemas da língua portuguesa no Brasil. Foi escrita em julho de 1843, em Coimbra Portugal. O poema, por conta de sua contenção e de sua alusão à pátria distante, tema tão próximo do ideário do Romantismo, tornou-se emblemático na cultura brasileira. Tal caráter é percebido por sua freqüente aparição nas antologias escolares, bem como pelas inúmeras citações do texto presentes na obra dos mais diversos autores brasileiros. Sua temática é própria da primeira fase do Romantismo, em sua mescla de nostalgia e nacionalismo - o tema do exílio da saudade da terra natal prestava-se à intenção de criar símbolos poéticos que funcionassem ao mesmo tempo como símbolos nacionais. Gonçalves Dias compôs o poema cinco anos depois de partir para Portugal, onde fora cursar Direito na Universidade de Coimbra. A Canção do exílio teria inspiração na obra Canção de Mignon, pertencente ao livro Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister de Johann Wolfgang von Goethe, da qual Gonçalves Dias usa alguns versos como epígrafe, embora a maioria das antologias escolares não apresente a epígrafe em alemão. Pesquisa feita no Google/ Wikipédia – 17/09/2012

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O GRITO DOS EXCLUÍDOS EM RECIFE

Mais uma vez o 07 de setembro foi marcado, dentre todas as outras programações do Desfile Militar, foi possivel também realizar outra vez a Caminhada do Grito dos Excluídos. e isso não ocorreu somente aqui em Recife/Pernambuco, mas também em outros municipios da Região Metropolitana, como o CABO de Santo Agustinho, em nível estadual, mas ainda se expressando pelos outros estados do Brasil.Este ano foi possível observar que o Evento ganhou maior expressão, tanto nas representações de outros movimentos que antes ainda não estavam nessa jornada, como a Articulação AIDS PE, tanto quanto com a presença dos candidatos as eleições municipais: prefeitos e vereadores que não deixaram de aproveitar a oportunidade para distribuir seus santinhos, pensando eles que com essa atitude poderiam ganhar as graças do Movimento em prol das suas campanhas. Este ano o 18° Grito dos Excluídos reuniu um vultoso número de pessoas no centro do Recife, em que as Representanções de diversos Movimentos Sociais, que militam buscando mudanças de situações de vida para os mais carentes; políticas públicas melhoradas para educação; o trabalho, a saúde; contra violência e pela vida, dentre tantos outros, ocuparam a Avenida Conde da Boa Vista para num tempo de quase três horas de caminhada, a gritar para todos bem alto e em bom tom que a sociedade brasileira está acordada e muito disposta em sair às lutas pelas mudanças tão desejadas para a melhora do viver humano de cada qual e também de todos coletivamente. Assim, esses fóruns tiveram suas chances de exporem as suas necessidades, de dizer quais são as suas lutas e estratégias propagando dessa forma todas as suas intenções como um Grito de quem está Excluído, mas que não está disposto a deixar que a situação perdure mais do que ja está. A concentração para a organização e saída desse movimento ocorreu na Praça Oswaldo Cruz, no Bairro da Boa Vista, perto do Teatro Waldemar de Oliveira. Os participantes começaram a chegar por volta das 8h00 da manhã e quando foi as 10h00 deu-se início a caminhada,com muita alegria, ornada com lindas faixas coloridas, carros de som repletos de pessoas que cantavam, dançavam; batucadas muito ritimadas alegravam o dia enchendo as ruas de sons, e todos animados iam permeando os cânticos e o cortejo seguiu pela Avenida Conde da Boa Vista em direção à Praça do Carmo, no Bairro de São José,onde fez a sua Apoteose. E, foi tudo muito lindo de se ver, lindo mesmo!Em cima dos trios elétricos, uma presença marcante: o Padre italiano Vito Miracapillo, que reconquistou, com muito esforço ouvildado o seu direito de voltar a morar no Brasil após ser expulso durante o Regime Militar e o D. Saborido Bispode Olinda e Recife, que fez uma fala bastante expressiva situando o que realmente vinha a ser aquele movimento.Este ano, o Grito dos Excluídos trouxe o tema "A vida em primeiro lugar:Queremos um Estado a serviço da Nação, que garanta direitos a toda população". "Duas bandeiras são fundamentais nesta luta: a não privatização estadual da saúde, pois serviços essenciais aos cidadãos não podem ser barganhados, e descriminalização dos movimentos sociais, já que temos observado que os governos têm usado vários aparelhos sociais para conter greves e manifestações dos trabalhadores", foi o que pontuou na sua fala o senhor Valmir,Coordenador do Fórum Dom Helder Câmara, que articulou o evento.Nessa marcha viu-se muitas expressões de consciência política dos participantes do evento. Representações de diversas categorias sociais como as de Gênero, onde vimos as mulheres requerendo a abertura do mercado de trabalho para elas, e também havia um bom grupo de mulheres que estavam levantando a bandeira do feminismo e do reconhecimento das suas condições de ter seus direitos pela vida. Os professores reivindicando seus direitos enquanto profissionais da educação;a APastoral da Saúde, a Apastoral Carcerária, dentre outros, os adolescentes, os jovens, e muitas representnações religiosas levantando as vozes e dando os seus gritos, num levante popular de muita expressão e força. O Movimento contra o racismo também levantou a sua voz e tratando seus representantes com as bandeiras vermelhas na caminhada,gritando nessa expressão que queriam o fim do racismo; também viu-se os movimentos da diversidade pedindo a queda do machismo e homofobia, tendo essa reivindicação ganho muita expressão na representação do Movimento Gay Leões do Norte, que por mais uma vez estava participando do Grito. Eles estavam ainda requerendo igualdade e a criminalização da homofobia. Dessa vez também observou-se um destaque para os aposentados que se manifestaram requerendo mais respeito por sua idade e também políticas públicas aos que dessem condições de vida melhores aos idosos.Nessa passeata muitas curiosidades puderam ser vistas, e pessoas vestidas de todos os modos, levantando suas bandeiras e cantando as canções antigas como: Caminhando e Cantando do Geraldo Vandré fez o corolário do evento. Os tranzeuntes, e também os que ocupavam os coletivos,também iam passando e demonstrando sua aprovação por aquela iniciativa.Viu-se uma carroça de mão muito bem decorada que chamou a atenção de todos que a viram, nos dizeres dos diversos cartazes que a decoravam:"Eles representam a carga tributária que a população carrega nas costas.Queremos que seja uma taxa mais justa e que os recursos arrecadados sejam mais bem aplicados, revertidos para o povo em educação, saúde, transporte". Foi isso o que explicou o presidente do Conselho dos Jovens Empresários da Associação Comercial de Pernambuco. Considerando uma certa instabilidade observada nesses últimos tempos nos movimentos sociais, em que a sociedade civil começou perdendo seus espaços de representação organizada em movimento socialpor um aldo; e por outro o reconhecimento da sua legitimidade e o respeito do Gestor público do excercício da cidadania ativa no contexto dos direitos e deveres que forma essa metodologia oriunda de teoria democrática, e isso em diversas instituições onde esse Gestor assiste: saúde, educação, trabalho, moradia, política partidária,indo além dessas, e a partir de determinadas práticas políticas partidárias de certos governos e seus govenantes, que nessas duas últimas décadas só tem servido para desestabilizar os movimnetos sociais, pode-se dizer que o Grito dos Excluídos saiu esse ano de 2012 com muita disposição e garra, com uma adesão bem maior de outros fóruns, o que foi significativo para demonstrar à nossa sociedade que o povo não está adormecido,como poderiam estar pensando os poderosos, os donos do ouro e da prata, os donos do poder e das ideologias e também os políticos disfarçados de ovelhas com cara de lobo mal. Essa experiência do Grito dos Excluídos esse ano deixou bem claro que as articulações políticas entre os fóruns são estratégias que estão dando certo e sendo muito bem vistas e pensadas como ferramentas indispensáveis para que se possam estabelecer a formação de práticas coletivas conjuntas, unidas por defesas de interesses sociais similares e comuns, a partir da defesa dos territórios de representações das coletividades, mesmo que os temas em discussão sejam diferentes, já está defenitivamente comprovado que a junção dos fóruns e das temáticas numa só prática coletiva, a partir do que se torna possível fazer uma construção articulada, tanto em defesa dos interesses das partes, quanto em defesa dos interesses nas coletividades. Estão sendo inovadas algumas novas estratégias no movimento social, e, essa inovação é quem irá apontar caminhos para a implementação de novas e maiores jornadas para o ganho do que a sociedade civil está buscando para ocupar os seus território politicamente constituídos com muita responsabilidade, e a consciência de que se está na rota certa e no tempo hora certos, na atuação políticamente democrática, a partir do excercício da cidadania ativa das pessoas. _________________________________________________________ Miriam Fialho da Silva - Socióloga Membro da Coordenação Colegiada da Articulação AIDS PE Consultora de Programas e Projetos da ASQV.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

AIDS NO BRASIL HOJE: O QUE NOS TIRA O SONO?

Sugiro que você leia essa Materia com toda atençao que poder. Ela esta na pauta do movimento AIDS em todo o nosso país e também no mundo. RESPOSTA À AIDS TIRA O SONO DE DOCENTES E PESQUISADORES E REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL. “O que nos tira o sono” é o mote do manifesto lançado nessa terça-feira (21/08) e que aponta sérios problemas no controle da epidemia de aids no Brasil. Docentes, pesquisadores e integrantes da sociedade civil que assinam o manifesto estão preocupados com a resposta à epidemia no país, que tem apresentado indicadores negativos e produzido um senso comum de que a doença deixou de ser um problema de saúde pública. o Aumento de 10% no número de óbitos, saindo de 11.100 óbitos em 2005 para 12.073 em 2010. O número equivale a um óbito por hora. o Redução do número de gestantes com o HIV que recebem o tratamento que pode evitar a transmissão do vírus para o recém nascido: de 53,8% das gestantes soropositivas para o HIV em 2005 para 49,7% em 2008. A falta de diagnóstico e tratamento resulta em três casos de aids em recém-nascidos a cada dois dias. o Aumento de 12% no número de casos de aids: de 33.166 casos em 2005 para 37.219 em 2010. o Apesar disso, estados, como São Paulo, reduzem o número de médicos e fecham serviços e leitos especializados. Para dar voz ao protesto foram criados um blog (http://oquenostiraosono.tumblr.com/manifesto) e uma página no Facebook (https://www.facebook.com/pages/Aids-No-Brasil-o-que-nos-tira-o-sono/512771618737320) que abrem espaço para sugestões que possam contribuir para melhoria do cenário e convidam os visitantes a apontarem outros problemas na resposta à epidemia. Há uma semana da realização do VI Fórum Latino-americano e do Caribe em HIV/Aids e do IX Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, a referência à insônia é um contraponto à declaração de dirigentes do Ministério da Saúde que, durante a XIX Conferência Internacional de Aids, realizada em Julho, nos Estados Unidos, disseram que nada no Brasil em relação à aids tira o sono deles. O manifesto é assinado por 54 docentes, pesquisadores e integrantes da sociedade civil e 14 instituições: Núcleo de Estudos para a Prevenção da Aids(NEPAIDS/USP); Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (ABIA);Católicas Pelo Direito de Decidir (CDD); Grupo de Resistência Asa Branca (GRAB); SOMOS - Comunicação, Saúde e Sexualidade; Grupo Pela Vidda SP; Projeto Purpurina; Fórum de ONG/Aids de São Paulo; GIV – Grupo de Incentivo à Vida; GAPA - RS; RNP+ Núcleo Rio de Janeiro; GAPA - SP; Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde; Sapatá - Rede Nacional de Promoção e Controle Social em Saúde de Lésbicas Negras. Participem, entrem no blog http://oquenostiraosono.tumblr.com/manifesto Você pode mandar sua opinião, compartilhar o que tem tirado seu sono e o que garantiria seu sono Curtam a página no Facebook https://www.facebook.com/pages/Aids-No-Brasil-o-que-nos-tira-o-sono/51277161873732 Ajudem a divulgar Qualquer dúvida ou demanda de imprensa, enviem para: manifestoaids@gmail.com Vejam a íntegra do manifesto: AIDS NO BRASIL HOJE: O QUE NOS TIRA O SONO? Enquanto o mundo discute a interrupção da transmissão do vírus da aids, o Brasil perde o controle sobre a epidemia e dorme tranquilo. É o que se pode concluir a partir da XIX Conferência Internacional de Aids, realizada nos Estados Unidos no último mês de julho. Pela primeira vez na história da epidemia, o mundo ouviu o anúncio de que o conhecimento acumulado, os compromissos assumidos em nível global, as conquistas no campo dos direitos humanos e as tecnologias hoje disponíveis nos permitem ambicionar a erradicação da aids. Na mesma Conferência, porém, ao ser questionado sobre “o que lhe tira o sono hoje?”, o representante do governo brasileiro respondeu que “dorme tranquilo”. A afirmação de que a epidemia de aids está sob controle no Brasil, além de falaciosa, tem prejudicado a resposta nacional, despolitizando a discussão e afastando investimentos internacionais. Se no passado, declarar que éramos o melhor programa de aids do mundo legitimou as decisões ousadas que outrora caracterizaram o programa brasileiro e que tantos benefícios trouxeram à população, o que temos hoje é, pelo contrário, um programa desatualizado, cujos elementos são insuficientes para enfrentar a configuração nacional da epidemia. Os atuais indicadores sugerem o esgotamento da nossa capacidade de intervir e de evitar que um número maior de pessoas se infecte e morra em decorrência da aids. Se é verdade que hoje temos conhecimentos e tecnologias suficientes para erradicar a aids, é também verdade que no Brasil de hoje não os estamos utilizando em sua máxima potência. Conhecimentos acumulados não estão se transformando em políticas públicas que nos coloquem no caminho da última década da epidemia. Novidades no âmbito das tecnologias de prevenção não estão sendo amplamente discutidas e estudadas em nosso contexto. Informações sobre estas novidades não estão sendo incorporadas na formação dos técnicos, nem no diálogo com usuários e pacientes. Grupos mais vulneráveis não estão sendo atendidos com a prioridade que necessitam. Reconhecer a diversidade de demandas e necessidades presente no cotidiano do país e construir respostas que com elas dialoguem é papel da política pública e só poderá ser feito se todos os setores interessados forem ouvidos, se estudos nacionais forem feitos, se a ação da sociedade civil for fortalecida. É preciso ousadia para formular políticas que efetivamente ofereçam à população condições para se proteger da infecção e do adoecimento por aids, respeitando a autonomia dos cidadãos, reduzindo vulnerabilidades e assegurando direitos. É preciso ousadia para redirecionar os esforços para o enfrentamento da epidemia nas populações mais expostas ao risco de infecção, articulando-as a ações para a população geral. É preciso, em síntese, ousadia para rever a resposta brasileira à epidemia de aids, superar antigos pressupostos e adotar novas práticas, recuperando os princípios essenciais que fizeram da resposta brasileira um exemplo para o mundo. A capacidade de reconhecer problemas e de mobilizar a sociedade em torno da busca de soluções foram os principais fatores que marcaram a resposta à aids no Brasil. Na luta contra a epidemia e em defesa dos direitos humanos, aprendemos que todos somos parte da solução. Mais do que dormir e sonhar, queremos construir a muitas mãos as condições para que, no Brasil, a quarta década possa ser a última. __________________________________________________________________________________ Estamos postando essa matéria em nosso blog porque também somos pesquisadora desse assunto, e também estamos dentro do Ativismo que milita nessa causa. Estamos já na terceira década da AIDS no mundo e ao longo de todo esse tempo podemos observar que houve muitos avanços no enfrentamento dessa Pandemia, porém, com uma mudança substantiva que houve no seu perfil, a partir da Terapia ANTI-RETROVIRAL, usada aqui no Brasil desde 1997 com a elaboração do Programa Nacional (hoje sendo reduzido a um departamento), a partir da qual as pessoas vivendo com o diagnóstico de soropositivo poderem barganhar mais tempo de vida, afastando de se a iminência do morrer e resgatando suas esperanças de poder viver e viver bem. Ao longo dessas três dédecadas muitas outras questões decorrentes da epidemia começaram a surgir e o Movimento Nacional da AIDS precisou se fortalecer muito na busca de outras políticas públicas mais arrojadas para melhoria e viabilização do viver com HIV e AIDS. Os avanços na direção da melhoria da qualidade de vida foram impondo que outrosa olhares dessem visibilidade ao que estava subjacente no trato da epidemia, bem como outras semânticas fossem usadas para se tratar do assunto. Sentar nas mesas com os gestores a fim de discutir as outras Agendas e definir outras Pautas para o trato da questão HIV e AIDS requereu prioridades.Também houve outras demandas que tiveram de ser traziadas para discussão: as questões das Vacinas em Teste; a quebra das patentes dos laboratórios bara barateamento dos preços dos medicamentos; a elaboração do preservativo feminino, dando outra opção para a prevenção. memlhorando a relação de gênero, dentre tantas outras. Passadas essas três décadas, estamos vivendo hoje um desgaste no enfrentamento dessa epidemia. Para as Agências mundiais, que estiveram nesses trinta anos interessadas na AIDS, o trato dessa Pandemia não está mais nas Pautas Globais. Os interesses mundiais não estão mais focando a AIDS como um assunto que precisa ser urgentimente resolvido. AIDS não tem cura, seguno a Organização Mundial da Saúde ela é uma doença crônica que tem tratamento e esta tudo certo. Os agravos dolorosos do viver com HIV e AIDS são assuntos que dizem respeito apenas aos que estiverm vivendo com ela. Essa é a questão que está preocupando toda a população do Movimento de Lutas contra a AIDS: ativistas, estudiosos do assunto, pesquisadores começamos a percerber que vamos ter que rememorar para reativar e fortalecer o Movimento para dar mais um passo na direção do combate a Pandemia/Epidemia da AIDS, e vaos ter novamente que fortalecer as açoes políticas junto aos gestores para reacender em suas visões que só quem dorme tranquilo, achando que est´pa tudo bem com a AIDS são aqueles despossídos de sensibilidade e descompromissados com a causa. São os que são sombrios, e que estão a serviço dos interesses do poder maléfico do Estado Capitlista. Voltaremos a tratar desse assunto aqui no blog brevemente, fiquem atentos. Abraços em todos e em todas! E vamos a luta,pois ela ainda continua! _______________________________________________ Miriam Fialho Membro da Coordenação Colegiada do Fórum Articulação AIDS PE Assesora de Projetos, Estudos e Pesquisas do Grupo ASQV.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

BELO POEMA...

PARAVIVER UM GRANDE AMOR É preciso abrir todas as portas que fecham o coração. Quebrar barreiras construídas ao longo do tempo, Por amores do passado que foram em vão É preciso muita renúncia em ser e mudança no pensar. É preciso não esquecer que ninguém vem perfeito para nós! É preciso ver o outro com os olhos da alma e se deixar cativar! É preciso renunciar ao que não agrada ao seu amor... Para que se moldem um ao outro como se molda uma escultura, Aparando as arestas que podem machucar. É como lapidar um diamante bruto... para fazê-lo brilhar! E quando decidir que chegou a sua hora de amar, Lembre-se que é preciso haver identificação de almas! De gostos, de gestos, de pele... No modo de sentir e de pensar! É preciso ver a luz iluminar a aura, Dando uma chance para que o amor te encontre Na suavidade morna de uma noite calma... É preciso se entregar de corpo e alma! É preciso ter dentro do coração um sonho Que se acalenta no desejo de: amar e ser amada! É preciso conhecer no outro o ser tão procurado! É preciso conquistar e se deixar seduzir... Entrar no jogo da sedução e deixar fluir! Amar com emoção para se saber sentir A sensação do momento em que o amor te devora! E quando você estiver vivendo no clímax dessa paixão, Que sinta que essa foi a melhor de suas escolhas! Que foi seu grande desafio... e o passo mais acertado De todos os caminhos de sua vida trilhados! Mas se assim não for... Que nunca te arrependas pelo amor dado! Faz parte da vida arriscar-se por um sonho... Porque se não fosse assim, nunca teríamos sonhado! Mas, antes de tudo, que você saiba que tem aliado. Ele se chama TEMPO... seu melhor amigo. Só ele pode dar todas as certezas do amanhã... A certeza que... realmente você amou. A certeza que... realmente você foi amada." (Carlos Drummond de Andrade)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

TERAPIA PARA O HIV E A AIDS

O Grupo ASQV, é uma Organização Não Governamental de Vanguarda, em Pernambuco, que desponta tendo como seu Foco Principal de Atuação, trabalhar com as pessoas que estão infectadas com o vírus HIV e a doença de AIDS e que estão fazendo tratamento com a medicação combinada, cognominada de Coquetel, ou T-ARV (Terapia Anti Retroviral). Em princípio a ASQV começa aqui Pernambuco, mas seu objetivo é avançar muito mais adiante, indo até onde lhe for possível chegar para alcançar um número significativo de pessoas que estão vivendo situações dolorosas, face ao uso das medicações combinadas para reduzir os avanços do HIV o que é muito bom por um lado, mas que por outro a realidade que se está vivendo e a de sofrer duramente os Efeitos Colaterais dessa medicação combinada, a T-ARV. O objetivo principal da ASQV é desenvolver ações de prevenção e assistência nos eixos da Saúde Coletiva, para corrigir as manifestações patológicas, causadoras dos muitos efeitos colaterais na saúde. Em princípio a ASQV está tomando como base de referência institucional a reivindicação de políticas públicas na Saúde para veicular as ações estratégicas junto aos serviços oferecidos nas instituições da Saúde como os hospitais de referência para realizar os tratamentos dos efeitos colaterais que a combinação da medicação vem causando nas pessoas soropositivas. O objeto de atuação da ASQV é exatamente atuar junto as populações em tratamento de HIV e AIDS, que estão fazendo as medicações combinadas e que por isso mesmo tendo resultados favoráveis para o combate desse vírus nos corpos, sofrem os efeitos colaterais que essas combinações causam nos organismos dessas populações. E, dentre tantos, está a LIPODISTROFIA, que está penalizando consideravelmente os que estão se submetendo aos tratamentos. Se as populações em tratamento se veem melhor por um lado, por outro passam a ter de enfrentar, de conviver com alterações na sua autoimagem, e também sofrer com o surgimento de outras doenças, como a Depressão, a Neuropatia Periférica, dentre outras, sendo novamente de muita urgência buscar recursos e lutar por políticas públicas para atendimentos que gerem melhoras no quadro da saúde dos que estão em tratamento. O que é que se chamam de Efeitos Colaterais da Terapia de Medicamentos Combinados Anti-HIV? São sintomas corpóreos de determinadas patologias e que são atribuídos a COMBINAÇÃO dos medicamentos, conhecidos como? Coquetel? Ou Terapia Anti-HIV, para tratar as ações do Vírus HIV. São efeitos diferenciados daquele considerado como medicamento principal, por um fármaco. Esse termo é denominado de EFEITO ADVERSO ou COLATERAL; EFEITO INDESEJADO. No tratamento da infecção por HIV, mesmo os efeitos colaterais sendo pequenos é importante continuar tomando os medicamentos, obedecendo às prescrições indicadas pelo médico; fazendo a doze corretamente. Portanto, não é correto alterar tomando uma dose menor do medicamento, na intenção de que com esse procedimento os efeitos colaterais sejam minimizados. Pois, essa estratégia não diminuirá os efeitos colaterais e também não oferece benefícios, ou seja, resultados, nenhum no tratamento. Sabendo-se que alguns efeitos colaterais são esperados e inevitáveis e outros são surpreendentes, inesperados, tanto para o paciente quanto para o médico. Estas reações são observadas devido à reação particular de cada individuo. Os Efeitos Colaterais estão classificados em duas categorias: Efeitos Colaterais Evidentes; Efeitos Colaterais Quitados, que são detectados em laboratórios. Por isso as conversas entre o médico e o paciente sobre os medicamentos e as combinações feitas com eles é importante. De forma que o paciente terá condições de perceber quando algum efeito no seu corpo surgir, ele poderá já estar indo em busca do seu médico para contar o que está havendo e detectar se é ou não um efeito colateral da combinação dos medicamentos que ele estiver fazendo. Atualmente, os medicamentos que controlam a reprodução do HIV prolongam a vida dos portadores do vírus da AIDS. De fato, trata-se de uma vitória da medicina. Após a descoberta do HIV, em poucos anos, pesquisadores encontraram e desenvolveram agentes através dos quais a multiplicação do HIV pode ser controlada. A AIDS não é curável, mas a infecção pelo HIV já pode ser tratada hoje. A manifestação da síndrome da imunodeficiência pode ser retardada por vários anos. Através da combinação de vários agentes antivirais é possível impedir a multiplicação do HIV. Cada agente bloqueia um estágio específico no ciclo de vida do vírus. No entanto, esses medicamentos implicam uma série de efeitos colaterais. Já no começo do tratamento, os pacientes se queixam de vários problemas como diarreia, cansaço, reações alérgicas da pele até perda da sensibilidade tátil e neuralgias. E sabe-se que alguns agentes complicam o metabolismo. Entrementes, os médicos podem escolher entre mais de 20 remédios para elaborar uma combinação mais eficaz e compatível. Isso não resolve, no entanto, todos os problemas. Nos últimos anos, os médicos descobriram que os pacientes com HIV medicados durante anos correm maior risco de sofrer um infarto do que outras pessoas. O risco de contrair determinados tipos de câncer também aumenta. A ação e os efeitos colaterais dos remédios não são os únicos motivos do aumento de risco de infarto do miocárdio ou de uma maior suscetibilidade para a diabetes adulta. Fato é que nenhum tratamento suspende por completo a ação do HIV, o que significa que o vírus continua operando, acelerando o envelhecimento. Na História da ASQV efeitos colaterais da medicação combinada: a Terapia Anti-HIV que foram identificados de imediato como uma patologia chamada de LIPODISTROFIA, sendo essa patologia a responsável por uma mudança na estrutura corpórea das pessoas em tratamento. Os efeitos causados foram exatamente os que o grupo de pacientes havia descoberto. Porém os efeitos não eram unicamente esses, visto que a partir da descoberta da LIPODISTROFIA foi se percebendo a existência de outros efeitos colaterais. Alguns causados pela manifestação da própria LIPODISTROFIA, só podendo ser tratados com outros procedimentos cirúrgicos, segundo os médicos infectologistas. A LIPODISTROFIA é uma doença que altera o formato do corpo pela sua anormalidade na distribuição de gordura nas regiões corpóreas onde em algumas partes do organismo humano falta gordura, e em outras sobra, o que termina por causar uma deformação na imagem corporal deixando os usuários dos Anti-Retrovirais expostos ao sofrimento emocional ao se depararem com uma nova forma estética do organismo que os diferencia de todas as outras pessoas que não são HIV. A partir das ações estratégicas que foram criadas pelo grupo de pessoas em medicação Anti-HIV do Hospital das Clínicas (HC), em parceria com a coordenação Estadual de Doenças Sexualmente Transmissíveis/HIVAIDS, foi contratado o Hospital Instituto Materno Infantil de Pernambuco? IMIPE? Para ser o responsável pela aplicação do Metacril e também das cirurgias reparadoras nas regiões corpóreas afetadas. Para a legalização desses procedimentos o Ministério da Saúde do Brasil criou a Portaria nº 2582, do Ministério da Saúde, datado de 02/12/2004 autorizando a efetivação desses tratamentos através da Secretaria da Saúde de Pernambuco/Coordenação DST/AIDS. Então, o grupo dessas dez pessoas iniciou o recrutamento dos pacientes para as primeiras reposições do Polimetilmetacrilato-PMMA? (o Metacril) e das cirurgias reparadoras, e a população alvo para receber essa assistência foi recrutada nos ambulatórios dos hospitais de referência onde as mesmas fazem atendimento médico. À medida que essas pessoas iam tomando conhecimento dessa iniciativa passaram a procurar o grupo para se inscrever, ficando numa lista de espera. Após oito anos atuando nessa questão junto aos pacientes afetados pela LIPODISTROFIA aqui em Pernambuco, contando com a ajuda da Coordenação Estadual de DST/AIDS do estado de Pernambuco, somente em 2008 foi que o ASQV tomou a iniciativa de se tornar uma Organização Não Governamental juridicamente reconhecida para poder captar recursos financeiros que possibilitem o desenvolvimento dos seus trabalhos, visto que outras demandas vêm surgindo e que vão além das cirurgias reparadoras. Miriam Fialho da Silva. Observação: Consulte essa matéria no site da ASQV: http://www.asqv.org.br

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Notícias da Epidemia da AIDS

DECLARAÇÃO DE COMPROMISSO WASHINGTON D.C. REVERTENDO A MARÉ EM CONJUNTO: UMA DECLARAÇÃO PARA ACABAR COM A EPIDEMIA DO HIV/SIDA Estamos perante um momento único da história da epidemia do HIV/SIDA. Passaram três décadas de persistência e de tenacidade na defesa, investigação e prestação de cuidados, que acabam por colocar o mundo diante de um cenário impensável há poucos anos: a possibilidade de assistirmos ao processo de erradicação da SIDA. Muito embora as vitórias sejam extraordinárias, as perdas têm sido incalculáveis. Porém, hoje em dia, graças aos avanços científicos, aos compromissos assumidos pelos atores sociais e políticos, e às conquistas alcançadas no que concerne aos direitos humanos, descobrimos que é possível construir e implementar um pacote de estratégias comprovadas, as quais, se dimensionadas à escala mundial, podem reverter o jogo. Ainda não é possível curar, ainda não possuímos uma vacina. Por isso, com as ferramentas de que dispomos atualmente, urge aumentar os recursos e conjugar ainda mais esforços para controlar eficazmente novas infecções e melhorar a qualidade de vida e de saúde de dezenas de milhões de pessoas infectadas com HIV/SIDA. Salvar-se-ão milhões de vidas humanas. Para reverter a maré na luta contra a epidemia do HIV/SIDA, é necessário uma liderança concertada no domínio das políticas governamentais, dos sistemas de saúde, das instituições e das organizações não governamentais. Os esforços terão de incidir em abordagens multidisciplinares que respeitem e defendam os direitos humanos e a dignidade de todos os afetados pela epidemia. O objetivo do processo para erradicar a SIDA é ambicioso, mas exequível, e está em nossas mãos. Para reverter à maré, temos que, em conjunto: 1. Multiplicar e direcionar os novos investimentos. Podemos salvar vidas, prevenir infecções e reduzir o preço da factura da epidemia à escala mundial, se aumentarmos imediatamente os investimentos atuais, com base numa estratégia perfeitamente definida. O aumento dos progressos na erradicação da doença é proporcional ao financiamento que terá de ser assumido por mecenas, locais e internacionais, e pelos governos de todo o mundo. 2. Basear os fatos em evidências, garantindo a prevenção, o tratamento e os cuidados de saúde que o HIV requer, respeitando os direitos humanos dos que apresentam situações de maior risco e dos mais necessitados. Este pressuposto inclui homens que mantêm relações íntimas com outros homens, toxico dependentes, mulheres vulneráveis, jovens, grávidas portadoras de HIV, todos aqueles que se dedicam à prostituição e todos os indivíduos afetados. Para alcançar este objetivo, ninguém pode ser excluído. 3. Acabar com o estigma, a discriminação, as sanções legais e a violação dos direitos humanos que têm por alvo os que estão infectados e os que correm risco de infecção. O estigma e a discriminação constituem um obstáculo a todos os nossos esforços e impedem a prestação de cuidados essenciais 4. Exponenciar o rastreio do HIV e o aconselhamento, e estabelecer ligações com os serviços de prevenção, apoio e tratamento. Qualquer ser humano tem o direito de saber qual é o seu grau de infecção associado ao HIV, e tem direito ao tratamento, aos cuidados de saúde e ao apoio que a doença requer. 1. Fornecer tratamento a todas as mulheres grávidas e lactantes portadoras de HIV, e acabar com a transmissão perinatal: É possível apoiar as mulheres de forma a prolongar-lhes a vida e a melhorar o seu estado de saúde, e acabar com as infecções HIV das crianças. 2. Difundir o acesso ao tratamento antirretroviral a todos os que dele necessitam. Não é possível acabar com a SIDA sem que o acesso ao tratamento seja universal. 3. Identificar, diagnosticar e tratar a Tuberculose. É necessário implementar programas de prevenção da tuberculose e promover a integração dos serviços de HIV com os da Tuberculose. Vivendo com HIV e morrendo com Tuberculose?! 4. Acelerar a investigação sobre novas formas de prevenção do HIV e dos meios de tratamento, incluindo novas abordagens como, por exemplo, profilaxia pré-exposição (prep.) e microbicidas, bem como divulgar o que já sabemos que funciona, desde o uso de preservativos aos tratamentos como prevenção. Alargar a investigação à cura e à descoberta de uma vacina. A investigação é fundamental para nos conduzir à erradicação da epidemia. 5. Mobilizar e envolver de forma expressiva as comunidades infectadas, as quais devem ser o cerne das respostas coletivas. A liderança do processo por parte daqueles que estão infectados é essencial para responder eficazmente ao HIV/SIDA. Os desafios que se aproximam são enormes, mas os custos do fracasso são muito maiores. No âmbito do espírito da solidariedade e da ação conjunta, apelamos a todos os cidadãos da comunidade global, interessados por esta problemática e com maior responsabilidade para com os portadores de HIV, a renovar o seu empenho e urgência para transformarem a luta contra a SIDA num fenômeno mundial. Temos que atuar sobre o que conhecemos. Temos que começar por acabar com a SIDA – Juntos. ____________________________________________________________________________________ Essa matéria está circulando nos espaços midiáticos de discussão acerca da epidemia da AIDS em nivel internacional, e nós consideramos fundamnetal que todos tomem conhecimento dos percalsos da mesma ao longo dessas três décadas da sua descoberta. Essa matéria poderá ser encontrada no Google ou no site: http://www.2endaids.org/lang/portuguese.html Quem se interessar em assinar essa declaração, pode acessar a esse site ou ao Google. Abraços em todos Miriam Fialho